À procura de sinais precoces sobre o desfecho das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, o presidente Donald Trump voltou sua atenção para o território de Guam.
As redes sociais do republicano “Guam, que sempre foi considerado fortemente democrata, acaba de anunciar antecipadamente uma vitória REPUBLICANA para o principal cargo, o de governador — parabéns a Tony Ada! Além disso, os republicanos têm maioria no Senado local. Uau, espero que isso seja um sinal do que está por vir!”, publicou Trump nas redes sociais.
Contraponto político importante Contudo, a mensagem divulgada pelo líder político omitiu informações fundamentais para compreender o cenário eleitoral da ilha.
O contexto de Guam Primeiramente, os dados divulgados ainda não possuem caráter oficial. Além disso, a região possui uma trajetória marcante de alternância política desde que se transformou em território não incorporado dos Estados Unidos em 1950.
Durante o século 21, os republicanos administraram o território por um longo período, incluindo 16 anos consecutivos entre janeiro de 2003 e janeiro de 2019. O Senado local também já contava com maioria do partido antes mesmo deste pleito.
Outro fator ignorado na postagem foi o reconhecimento de derrota de um aliado republicano que tentava a reeleição como delegado sem direito a voto no Congresso norte-americano, superado pelo candidato democrata conforme veículos locais.