Sumaré retoma captação de água após dias de desabastecimento

Após quatro dias sem água, Sumaré retoma captação e prevê normalizar abastecimento até sábado

A concessionária responsável pelo abastecimento em Sumaré, no interior paulista, retomou no final da manhã desta quinta-feira (15) a captação de água no Rio Atibaia. A expectativa da empresa é que a distribuição de água na cidade seja totalmente normalizada até a madrugada do próximo sábado (17), após dias de interrupção que afetaram diversos bairros desde o último domingo (12).

Origem do problema e testes de qualidade A paralisação na captação ocorreu depois que análises identificaram odor de diesel no manancial. O rio foi impactado pelo tombamento de uma carreta carregada com combustível no Ribeirão Anhumas, localizado na cidade vizinha de Campinas (SP).

Na manhã desta quinta-feira, laudos técnicos confirmaram que o recurso hídrico do Rio Atibaia está novamente adequado para os processos de tratamento e distribuição aos moradores.

Cronograma de normalização do abastecimento Com o reinício das operações na Estação de Tratamento de Água (ETA II), situada no Parque Itália, o fornecimento será restabelecido de maneira gradual.

“As equipes atuam ininterruptamente no processo de recuperação do sistema, que envolve a captação da água, tratamento, recomposição dos reservatórios e pressurização das redes de distribuição. Em razão dessas etapas operacionais, a normalização do abastecimento ocorrerá em períodos distintos entre as regiões atendidas”, explicou a concessionária.

Confira os prazos estimados para o retorno da água por região: – Região Nova Veneza, Maria Antônia e Centro: normalização na madrugada desta sexta-feira (16). – Região do Matão (parte baixa) e Picerno: normalização na tarde desta sexta-feira (16). – Região de Área Cura: normalização na noite desta sexta-feira (16). – Região Área Cura e Matão (parte alta): normalização na madrugada deste sábado (17).

Transtornos enfrentados pela população Durante o período de escassez, moradores relataram imensa dificuldade para realizar tarefas cotidianas básicas, como tomar banho, lavar louças e usar descargas. Muitas famílias precisaram recorrer à compra de galões ou até mesmo à coleta de água da chuva.

No Jardim Viel, a aposentada Ana Maria dos Santos relatou que foi surpreendida pela interrupção repentina e que o fornecimento não durou quando houve uma breve tentativa de retorno. “Voltou, mas nem chegou a ficar meia hora de água e acabou de novo”, relatou.

A dona de casa Bruna Toledo também expressou frustração com a falta de previsibilidade e transparência. “Minha pia está cheia de louça, roupa para lavar. Cada dia eles aumentam a previsão e nada, não volta a água”, reclama. Bruna ainda questionou o impacto financeiro e a falta de suporte: “Minha água da caixa acabou ontem de manhã. Não tenho água para descarga, para lavar louça, para fazer comida. Quem cobra esse prejuízo? As minhas contas estão pagas”. Ao final, os moradores pedem soluções definitivas e mais agilidade na comunicação por parte da empresa.

Impacto ambiental e o acidente com a carreta Na quarta-feira (14), técnicos realizaram coletas de água no Rio Atibaia para mensurar os reflexos do vazamento decorrente do acidente rodoviário. O tombamento aconteceu na tarde de segunda-feira (12), em uma alça de acesso da Rodovia D. Pedro I (SP-065), em Campinas.

O veículo transportava 45 mil litros de combustível. Parte do produto atingiu um córrego da região, enquanto o restante ficou contido nos dispositivos de segurança da pista. O acidente causou a interdição da alça para a Rodovia Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-340), conhecida como Campinas-Mogi, embora não tenham sido registradas vítimas.

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