Ator Roberto Maya, voz do Documento Especial, morre aos 91 anos

Morre Roberto Maya, ator e apresentador, aos 91 anos

A televisão e a dramaturgia brasileira perderam um de seus nomes mais multifacetados. Na noite desta terça-feira (27), o artista Roberto Maya faleceu aos 91 anos em Campinas, no interior do estado de São Paulo. Ele estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa e teve o óbito confirmado em decorrência de complicações geradas por insuficiência respiratória.

Sucesso e consagração no comando do Documento Especial

Maya alcançou grande projeção nacional como comunicador de estilo marcante. O SBT manifestou profundo pesar por meio de nota oficial e ressaltou o período em que ele liderou o icônico jornalístico Documento Especial. O programa sob sua condução foi exibido na emissora entre 1992 e 1995, migrando posteriormente para a Rede Bandeirantes, onde permaneceu de 1997 a 1998.

A atuação incisiva no comando da atração rendeu ao profissional três estatuetas do Troféu Imprensa na categoria de Melhor Jornalístico da TV, consolidando sua relevância na crônica audiovisual do país.

Formação dramática e trajetória nas novelas

Antes de se tornar um rosto conhecido nas transmissões em rede aberta, Roberto Maya graduou-se pela Escola de Arte Dramática (EAD) da Universidade de São Paulo (USP). Seus primeiros passos na vida profissional se deram nas cabines de rádio e em trabalhos nos primórdios da dublagem nacional.

A transição para a teledramaturgia abriu caminho para contratos em pioneiras da televisão brasileira, como a TV Excelsior e a TV Tupi, estendendo-se mais tarde por Band e TV Globo. No rol de folhetins e séries de relevo com sua presença figuram clássicos como “Os Estranhos” (1969), “O Profeta” (1977), a trama das nove “Paraíso Tropical” (2007) e o seriado “Lara com Z” (2011).

Presença marcante nos cinemas

A estreia do veterano nas telonas aconteceu em 1961 com o longa-metragem “Teus Olhos Castanhos”, sob a direção do cineasta Ibáñez Filho. Sua filmografia continuou prolífica ao longo de várias décadas, integrando o elenco de produções nacionais como “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), “O Caçador de Fantasma” (1975), o drama social “Os Trombadinhas” (1979) e o filme “Mulheres no Poder” (2016).

Com mais de seis décadas dedicadas aos palcos, estúdios e câmeras, o artista deixa uma contribuição significativa para a memória das artes cênicas e do telejornalismo brasileiro.

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