Dólar cai a R$ 5,45 após pleito nos EUA e véspera de Copom

Dólar cai a R$ 5,45 após eleições nos EUA e antes do Copom

O dólar encerrou cotado a R$ 5,45 nesta quarta-feira (4), refletindo a desvalorização da divisa estadunidense no cenário internacional logo após o desfecho das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O movimento cambial veio acompanhado por uma reação positiva da bolsa de valores brasileira, que avançou mais de 1% e recuperou a faixa dos 167 mil pontos, interrompendo uma sequência negativa de seis pregões seguidos.

O cenário interno e a taxa Selic Paralelamente ao ambiente externo, os negócios no Brasil foram guiados pela expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) a respeito da taxa básica de juros. Os negócios na bolsa e no câmbio foram encerrados antes que o colegiado anunciasse a manutenção da Selic em 13,75% ao ano.

A moeda estadunidense fechou o dia em baixa perante o real, quebrando uma série de três altas consecutivas. Esse comportamento cambial decorreu diretamente da repercussão das eleições legislativas norte-americanas, cujo resultado apontou a conquista da maioria pelos democratas tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.

Impacto internacional e cautela local O desfecho do pleito diminuiu o receio de reviravoltas abruptas na condução econômica dos Estados Unidos, enfraquecendo a divisa globalmente. A retração nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano também beneficiou as moedas de países emergentes. No entanto, os ganhos do real encontraram barreiras na prudência dos investidores frente aos riscos fiscais e às incertezas sobre o direcionamento econômico do próximo governo. Durante a sessão, a moeda oscilou e atingiu a máxima de R$ 5,498 por volta das 13h30, antes de se consolidar no campo negativo pela tarde.

Recuperação do Ibovespa e queda do petróleo O principal índice acionário brasileiro subiu 1,23%, fechando aos 167.563,47 pontos e registrando pico de 167.986,37 pontos pouco antes das 14h. Esse fôlego refletiu o otimismo externo com os ativos de risco, impulsionando os papéis do setor bancário, da Vale e de companhias com maior sensibilidade aos juros.

Na contramão do índice geral, as ações da Petrobras — que lideram a liquidez na bolsa — registraram forte baixa, pressionadas pelo tombo das cotações do petróleo no exterior. O barril do Brent para janeiro sofreu desvalorização expressiva de 8,67%, encerrando cotado a US$ 94,62.

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