São Paulo cria gabinete permanente e plano contra o Super El Niño

SP anuncia “Operação El Niño” para reduzir impactos de eventos climáticos

Diante da intensificação do Super El Niño em 2026, a gestão paulista revelou um pacote abrangente de estratégias para mitigar os efeitos severos das alterações climáticas.

Apresentação no Palácio dos Bandeirantes O anúncio ocorreu durante um encontro oficial no Palácio dos Bandeirantes, reunindo o governador Tarcísio de Freitas, diversas secretarias estaduais, órgãos parceiros e entidades ligadas ao Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (SIEPDEC). A principal base estrutural compreende 181 iniciativas integradas pertencentes ao PEARC (Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas), que totalizam aportes financeiros de R$ 29 bilhões.

Nova operação de longo prazo e gabinete especial Como parte do reforço logístico, foi lançada a iniciativa “São Paulo Sempre Alerta – Operação El Niño 2026/2027”, aposentando o formato sazonal focado apenas em chuvas para instituir um acompanhamento ininterrupto até o final de 2027. Com início programado para outubro, a estratégia conta com um Gabinete Especial encarregado de fixar patamares de alerta municipais e expedir boletins diários. O grupo estratégico congrega membros do governo, empresas prestadoras de serviços de saneamento, energia e gás, além das forças policiais e do Corpo de Bombeiros.

Classificação de risco e inteligência meteorológica Com base na triagem diária, as áreas do estado serão divididas em quatro categorias operacionais: verde (observação), amarelo (atenção), laranja (alerta) e vermelho (emergência). O Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil emitirá relatórios com antecedência de três dias para auxiliar as defesas civis locais. Além disso, o Painel de Inteligência SP Sempre Alerta integrará tecnologias do sistema Earth Networks para rastrear o trajeto de tempestades e mensurar o tempo estimado de chegada às cidades vizinhas.

Saúde pública sob vigilância reforçada O planejamento também contempla o setor sanitário para combater enfermidades associadas ao fenômeno, a exemplo de arboviroses transmitidas por vetores (dengue, chikungunya, Zika e febre amarela) e patologias hídricas como leptospirose, hepatite A e diarreias agudas. A rede pública contará com vigilância epidemiológica contínua, estoques ampliados de fármacos e imunizantes, além de suporte via telessaúde em territórios atingidos por temporais ou ondas de calor.

Destinação dos recursos bilionários O montante de R$ 29 bilhões será aplicado de forma pulverizada em frentes fundamentais até o final da década. Na contenção de cheias e drenagem, destacam-se R$ 9,5 bilhões via Parceria Público-Privada (PPP) para limpeza e manutenção dos rios Tietê e Pinheiros, R$ 1,7 bilhão para desassoreamento nos programas IntegraTietê e Rios Vivos, R$ 1 bilhão para reservatórios da SP Águas e R$ 464,5 milhões em saneamento e drenagem pelo Fehidro.

Outras áreas contempladas incluem R$ 9 bilhões da Sabesp para modernização e segurança hídrica, R$ 1,9 bilhão na PPP do Sistema Adutor Regional PCJ e R$ 1,7 bilhão para as barragens de Pedreira e Duas Pontes. O planejamento ainda reserva R$ 2,76 bilhões para habitação social e reassentamento, R$ 642 milhões para estruturação de monitoramento e resposta, R$ 400 milhões para a Operação SP Sem Fogo, R$ 181 milhões em restauração ambiental e R$ 376 milhões voltados ao apoio à agropecuária e produtores rurais.

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