Pl deve oficializar Rogério Marinho ao senado nesta quarta

PL deve anunciar Marinho ao Senado e decisão sobre Câmara segue indefinida

O Partido Liberal se prepara para oficializar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como o candidato da legenda à presidência do Senado. A formalização do nome, que atua como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pode ocorrer após uma reunião com parlamentares da sigla.

Articulações e palcos de poder no congresso Parlamentares do partido indicam que a escolha de Marinho conta com total respaldo interno e não encontra resistências significativas entre os correligionários. No entanto, o cenário exige que o campo conservador busque um entendimento, visto que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também mantém pretensões de disputar o cargo contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Encontro estratégico com a cúpula partidária Lideranças de ambas as Casas legislativas se reuniram com Valdemar da Costa Neto, presidente da agremiação, para alinhar as estratégias referentes às mesas diretoras do Congresso Nacional.

“Foi uma conversa entre líderes para a gente poder alinhar inclusive o anúncio que vai ser feito amanhã de lançamento e apoio total, irrestrito, todos irmanados com a candidatura de Rogério Marinho. Vamos, inclusive, construir isso junto com outros partidos”, declarou o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ).

O parlamentar também enfatizou a necessidade de autonomia institucional no Poder Legislativo.

“A gente não pode mais ter na Casa um presidente que tenha rabo preso, porque isso atrapalha a independência e mexe com a harmonização, porque cria uma subserviência entre um Poder com outro. No caso, eu me refiro aqui explicitamente ao Poder Judiciário, especialmente ao STF“, acrescentou.

A corrida pelos votos e o peso das bancadas A estratégia do partido envolve atrair o apoio de legendas centristas e oposicionistas para alcançar a maioria necessária, além de costurar um entendimento com Tereza Cristina. Com a maior representatividade no parlamento para a próxima legislatura, contando com 28 senadores e 121 deputados federais, a legenda avalia que a polarização das eleições de outubro acabou antecipando as movimentações políticas.

Indefinição sobre a presidência da câmara Enquanto o cenário no Senado avança para um desfecho, a definição sobre a disputa na Câmara dos Deputados permanece em aberto. Uma decisão oficial a respeito do tema só deve ser anunciada após um novo encontro entre a cúpula partidária e os deputados eleitos.

O impasse divide o partido entre uma ala favorável a uma composição com o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), visando a preservação de espaços e comissões estratégicas, e um grupo que defende o lançamento de uma candidatura própria.

“Acho que existem coisas maiores em jogo agora do que comissões ou espaço dentro da Câmara”, argumenta o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), defensor de uma chapa independente para preservar a identidade do grupo político.

Nomes cotados e ponderações sobre a estratégia Entre os nomes ventilados internamente para a disputa na Câmara estão os deputados Sóstenes Cavaltante (RJ), Altineu Côrtes (RJ) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP).

“Temos a convicção de que hoje o PL é uma grife nacional e que não vamos jogar o nome do PL na lama sem nenhum tipo de contrapartida aos nossos eleitores e nossos eleitores estão muito atentos àqueles que nos fizeram a maior bancada na Câmara e no Senado”, pontuou Sóstenes Cavalcante, ressaltando que o colegiado eleito participará ativamente da decisão.

“Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia. Mas não estou decidindo, essa não é uma decisão pessoal da liderança, nem do PL e muito menos da oposição. Faltam 3 meses para essa eleição”, concluiu.

Mais recentes

PUBLICIDADE