Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal

Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal

O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (3) em queda, com o dólar em alta e a bolsa de valores ampliando as perdas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A moeda norte-americana avançou cerca de 1%, fechando próxima de R$ 5,50. O Ibovespa recuou pela sexta vez seguida e atingiu o menor nível desde janeiro.

Comportamento do câmbio e fatores de pressão

O dólar comercial encerrou a sessão desta terça com valorização de 0,74%, cotado a R$ 5,486. Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a superar a marca de R$ 5,50, em meio à cautela dos investidores com os rumos da política econômica brasileira. O movimento ocorreu no primeiro pregão de novembro, após o feriado de Finados e uma semana de forte desvalorização dos ativos nacionais. Desde a reeleição de Lula, em 25 de outubro, o mercado cambial tem registrado pressão sobre o real.

Entre os fatores que influenciaram as negociações estiveram incertezas fiscais, expectativas para a Selic, propostas econômicas e o cenário internacional com as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos e a valorização do dólar frente a outras moedas. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as propostas de Lara Resende apresentam deficiências e não estão em discussão no governo. O ministro também reforçou a defesa de um ajuste fiscal gradual. No exterior, o índice DXY avançava 0,13%, aos 101,850 pontos, às 17h35.

Desempenho negativo da bolsa de valores

O Ibovespa fechou a terça-feira em queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, segundo dados preliminares. O índice chegou a perder o patamar dos 165 mil pontos durante a sessão, atingindo a mínima de 164.446,53 pontos, às 11h23. A baixa representou o sexto pregão consecutivo de perdas desde a reeleição de Lula. As ações da Petrobras e da Vale contribuíram para a pressão sobre o indicador, em um pregão marcado por ajustes nos preços internacionais do petróleo e de outras commodities.

Expectativa para a taxa Selic

A reunião do Comitê de Política Monetária concentrou a atenção dos investidores, enquanto o boletim Focus elevou a projeção de inflação para 2027 e a estimativa para a taxa básica de juros no fim do próximo ano. A decisão do Banco Central e o comunicado sobre os próximos passos da política monetária devem influenciar o comportamento dos ativos brasileiros nos próximos pregões.

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