Bichos de estimação retirados da cidade de Oleshky, localizada no sul da Ucrânia e atualmente sob ocupação russa, estão sendo tratados em clínicas veterinárias na região de Kiev. O atendimento ocorre após o resgate dos animais por equipes especializadas que atuam em áreas afetadas pelo conflito no leste europeu.
Voluntários da UAnimals em ação Registros feitos na última segunda-feira (2) revelaram o trabalho de voluntários da organização ucraniana de defesa dos animais UAnimals. Nas cenas, membros do grupo aparecem transportando gatos em caixas apropriadas e realizando exames médicos nos bichos recém-chegados da zona de combate.
“Estes são os gatos que encontramos durante a missão humanitária em Oleshky. Aqui vocês podem ver a numeração deles; estas são as etiquetas de identificação. Nós as colocamos neles quando os resgatamos”, explicou Anastasiia Heichuk, chefe do departamento de resgate da UAnimals.
A dirigente também comentou sobre a evolução clínica dos felinos desde o momento do salvamento. “No geral, a condição deles já está bem melhor do que no primeiro dia, quando acabaram de chegar”, disse ela.
Atendimento a cães e expectativa dos tutores Além dos gatos, profissionais de medicina veterinária avaliaram diversos cachorros no local. Entre os animais atendidos está uma cadela chamada Becky, cujos donos aguardam com expectativa o reencontro.
“A esposa do tutor já ligou. Eles estão muito, muito ansiosos para vê-la. ‘Quando vocês vão trazer a Becky?’ — é isso que perguntam. Então, eles estão esperando por você”, disse Heichuk, enquanto acalmava o animal.
Contexto da evacuação e cessar-fogo Autoridades militares ucranianas informaram que 167 pessoas foram deslocadas de áreas de risco na região sul de Kherson no domingo anterior (1º). A movimentação ocorreu na reta final de um cessar-fogo local temporário, dias após a saída de ônibus lotados de moradores de Oleshky, território controlado por forças russas.
A trégua de seis dias em Oleshky e arredores foi viabilizada por meio da mediação da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, com a participação do papa Leão XIV. O acordo representou a interrupção de combates mais longa registrada desde o início da invasão em grande escala promovida pela Rússia em 2022, com prazo de expiração estipulado para a meia-noite no horário de Moscou.