Unicamp: jovem aposta em caneta da sorte para mudar de curso

Presente da mãe e pé-quente em concurso, caneta vira amuleto de jovem que busca 2ª aprovação na Unicamp

Para buscar uma vaga na universidade pública, vestibulandos costumam aliar muito estudo a rituais de confiança. Na aplicação da 1ª fase do Vestibular 2027 da Unicamp, o candidato Miguel da Costa Pereira, de 19 anos, compareceu ao exame munido de um amuleto especial: a mesma caneta que garantiu sua aprovação na instituição no ano anterior e que antes já havia sido utilizada pela mãe dele em um concurso público.

Tradição familiar de aprovações

O objeto se tornou um símbolo de boa sorte compartilhado entre mãe e filho. Confiante, Miguel relembrou o histórico do acessório antes de entrar na sala de aula: “Eu tô com a mesma caneta que eu prestei a prova no ano passado, é aquele ritual, né. Quem me deu as canetas foi minha mãe. Ela fez concurso público, o concurso que ela passou, ela me deu a caneta, passei o ano passado e agora tô com a mesma caneta”, conta.

Da descoberta tardia ao curso dos sonhos

Embora já esteja matriculado em ciências sociais na instituição, o estudante decidiu encarar a maratona de provas novamente para buscar uma transferência de carreira. O interesse pela nova área surgiu justamente durante o período de convivência no ambiente universitário.

“Quando eu cheguei aqui, eu percebi que eu amava mais biologia, porque na minha escola pública eu não tinha professor de biologia, então eu nunca tive a oportunidade de conhecer e agora eu vou prestar de novo pra entrar no meu curso dos sonhos”, afirma.

Trajeto de bicicleta e imprevistos na ida

Atualmente, o jovem mora em uma república na Cidade Universitária e conta com o suporte de bolsas de auxílio estudantil para manter os estudos. Na manhã do exame, ele iniciou o trajeto por volta das 7h40 e pedalou durante cerca de trinta minutos até o campus da PUC-Campinas. O percurso teve subidas íngremes e um contratempo com a corrente da bicicleta, mas o incidente não abalou sua concentração.

“Acabei me sujando um pouco de graxa, aí eu tive que parar numa loja pra lavar a mão, mas enfim, aqueles perrengues antes da prova sempre acontecem, e tá tudo normal, o bom é manter a calma”, completou.

Com tranquilidade diante dos obstáculos e o amuleto em mãos, o vestibulando agora aguarda as próximas etapas do processo seletivo para saber se repetirá o sucesso do ano anterior rumo à sua nova vocação acadêmica.

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