As corporações de segurança pública do Rio de Janeiro ganharam um reforço tecnológico nesta quinta-feira (22) com a chegada de fuzis antidrones inéditos para o enfrentamento às facções criminosas locais.
Tecnologia contra o crime organizado
O aparato bélico repassado é o modelo Jammer Antidrone, desenvolvido com capacidade para bloquear frequências de rádio em um raio de até três quilômetros, forçando a interrupção imediata de voos operados por marginais.
O artefato, popularmente conhecido como “bazuca antidrone”, funciona sem a necessidade de disparar balas ou qualquer projétil físico, baseando sua atuação estritamente no envio de ondas de radiofrequência e sinais eletromagnéticos.
Investimento federal e capacitação
A entrega dos dispositivos esteve a cargo de delegados e enviados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, representando um aporte financeiro total de R$ 5 milhões voltado para a modernização tática das forças estaduais.
Junto à distribuição do maquinário, os operadores passaram por sessões de treinamento prático e teórico para garantir o manuseio adequado e seguro dos equipamentos em situações de confronto urbano.
Ameaça aérea das facções
A compra emergencial do aparato tecnológico surge como uma medida de contenção frente à crescente utilização de aeronaves remotamente pilotadas por quadrilhas na região metropolitana.
“Além de empregá-los para monitorar manobras de forças de segurança e de grupos de facções rivais, os criminosos já estão utilizando drones para transportar armas, drogas e até lançar granadas”, afirmou a polícia.
A introdução desse recurso no arsenal fluminense busca neutralizar a vantagem tática que o narcotráfico adquiriu ao empregar tecnologia aérea para espionagem e transporte logístico de armamentos ilícitos.