O prefeito de Barra do Corda, localizado no Maranhão, Rigo Alberto Teles de Sousa, ordenou na última quinta-feira (22) o afastamento imediato do secretário municipal de Segurança Pública, Antonio James Mota da Silva. A medida preventiva vale até o encerramento do período eleitoral.
Motivação da medida administrativa
A decisão da prefeitura ocorreu após a repercussão de declarações feitas pelo titular da pasta que indicavam a possibilidade de prisão e perseguição contra eleitores e apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT). O gestor municipal garantiu que o funcionamento da pasta não será paralisado durante este período.
“Durante o período de afastamento, a administração municipal adotará as providências necessárias à continuidade dos serviços e ao regular funcionamento da Secretaria Municipal de Segurança”
O secretário afastado, que também atua como sargento da Polícia Militar do Maranhão e está cedido ao município, admitiu publicamente que os registros de voz foram disparados em um grupo restrito de WhatsApp composto por policiais militares.
Defesa do secretário e desdobramentos
Em nota oficial divulgada nos meios de comunicação maranhenses, o sargento confirmou que gravou os áudios, mas argumentou que o conteúdo tratava-se apenas de “brincadeiras, comentários e provocações de cunho político”.
“Reconheço que, nos áudios, utilizei expressões fortes, como ‘ladrões’, no contexto das críticas políticas e das discussões que habitualmente [ocorrem] no grupo”
Além da decisão tomada em âmbito municipal, o governador reeleito do Maranhão, Carlos Brandão, também determinou o afastamento do policial militar e ordenou a abertura de uma investigação rigorosa sobre o episódio.
Ações judiciais e investigação federal
Diante da gravidade da situação, a coligação Federação Brasil da Esperança — composta por PT, PCdoB e PV — protocolou uma notícia-crime eleitoral na Procuradoria Regional Eleitoral. O grupo solicitou apuração criminal urgente, realização de perícia nos áudios, depoimento do militar e adoção de medidas cautelares antes do segundo turno.
Em paralelo, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) acionou oficialmente a Polícia Federal para que a propagação das gravações nas redes sociais seja devidamente investigada.