Anvisa paralisa parcialmente terminal do Porto de Santos

Anvisa interdita parte de terminal no Porto de Santos

Uma fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária resultou na interdição parcial das atividades no Brasil Terminal Portuário S.A., situado no complexo marítimo santista, no litoral paulista.

Publicação oficial e alcance da medida

A determinação foi formalizada por meio de uma resolução da Gerência-Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados, assinada no dia 29 de outubro. O documento entrou em vigor após sua veiculação na edição do Diário Oficial da União.

Com a sanção, o local fica proibido de realizar operações voltadas ao recebimento e à guarda de matérias-primas e insumos médicos que exigem rigoroso controle térmico. A restrição abrange ainda medicamentos, itens farmacêuticos variados e produtos submetidos a regimes de controle especial.

Motivos da sanção sanitária

A auditoria que motivou a punição constatou que o estabelecimento operava sem um setor exclusivo destinado à retenção de mercadorias suspeitas ou já embargadas pelos fiscais, estrutura exigida pelas normas de conservação.

Além disso, os agentes públicos verificaram a ausência de recintos isolados, trancados e de circulação restrita para a custódia de substâncias controladas sob faixas térmicas específicas, contrariando diretrizes estabelecidas pela regulamentação do setor.

De acordo com o órgão fiscalizador, as falhas encontradas representam infrações à Portaria nº 344/1998 e à Resolução da Diretoria Colegiada nº 938/2024, que ditam as diretrizes para guarda e fiscalização de insumos farmacêuticos.

Posicionamento oficial

Procurada após a divulgação da medida, a administração do complexo portuário declarou que acatou as diretrizes estabelecidas pelo órgão regulador e garantiu que o local já retomou suas atividades regulares.

“A Brasil Terminal Portuário (BTP) reafirma seu compromisso de prestar serviços portuários de qualidade, atuando com diligência e cumprindo os requisitos estabelecidos pelas agências reguladoras.”

A intervenção tem caráter preventivo e permanecerá em vigor até que todas as falhas apontadas pelos fiscais sejam sanadas pela gestão do local.

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