André de Paula fala sobre futuro na Agricultura sob governo Lula

André de Paula diz não ter sinal de Lula sobre permanência na Agricultura

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula (PSD), revelou nesta terça-feira (3) que não recebeu nenhum direcionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acerca da sua continuidade no cargo para o ano de 2027. O titular da pasta pontuou que o futuro do ministério está nas mãos do chefe de Estado e admitiu a possibilidade de reformulações na Esplanada.

Declarações sobre a sucessão

Em entrevista ao Blog do Magno, o representante da pasta abordou o cenário político e a naturalidade de eventuais substituições na administração federal.

“Quem decide isso é o presidente. Não há nenhum indicativo novo, nenhuma conversa em relação a uma permanência. Isso é algo que eu entendo que, no momento oportuno, o presidente fará. Evidente que ele vai promover mudanças, essas mudanças podem atingir o Ministério da Agricultura, e eu vou encarar como absolutamente natural que isso ocorra”, declarou.

Trajetória na Esplanada

Antes de assumir o atual posto em abril deste ano, o ministro esteve à frente da Pasta da Pesca e Aquicultura desde o início de 2023. Perante esse histórico, ele classificou como um grande privilégio ter liderado duas importantes pastas ao longo do terceiro mandato presidencial.

Disputa partidária e articulações

O ministério é alvo de forte interesse por parte de legendas e lideranças políticas devido ao seu peso econômico e orçamentário. Atualmente, a gestão está sob o comando do PSD, sigla liderada por Gilberto Kassab.

A movimentação em torno da vaga ocorre durante as conversas para a estruturação do futuro mandato. O partido busca assegurar a manutenção de três pastas estratégicas: Agricultura, Minas e Energia, e Pesca.

Em declaração recente à CNN, Gilberto Kassab pontuou que a legenda não condiciona sua aliança à ocupação de postos, priorizando debates econômicos e reformas institucionais. Nos bastidores, nomes como Alexandre Silveira e o deputado Antônio Brito (PSD-BA) circulam entre os cotados para compor a cota partidária no primeiro escalão.

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